EX-GOVERNADOR WILSON LIMA: O LEGADO DE FRACASSO E ESCÂNDALOS QUE AGORA QUER O SENADO
Redação do Jornal 2 de julho de 2026 0 COMMENTS
O ex-governador Wilson Lima (União Brasil), que durante anos jurou que ficaria até o fim do mandato, renunciou às pressas no limite do prazo de desincompatibilização e agora se lança como pré-candidato ao Senado Federal . Mas sua trajetória deixa um rastro que não dá para esconder: um estado abandonado, obras bilionárias pelo chão, escândalos na saúde e processos que o seguem — e que, longe de ser qualificação, revelam o risco imenso de elegê-lo para uma cadeira que exige competência e ética.
O QUE ELE DEIXOU: UM AMAZONAS PARADO E ABANDONADO
Sete anos de gestão (2019–2026) e o saldo é vergonhoso:
- R$ 1,33 BILHÃO em obras perdidas: relatório oficial da Seinfra mostra 86 contratos paralisados, rescindidos ou abandonados — 14 obras paradas, 42 distratadas, 26 vencidas sem entrega. O tal “maior pacote de obras da história” virou monumento ao desperdício.
- Saúde em colapso e escândalo nacional: durante a pandemia, o sistema entrou em pane total — faltou oxigênio, leitos e estrutura. O pior: comprou 28 respiradores superfaturados e inúteis de uma importadora de vinhos — cada um custou mais de R$ 110 mil, enquanto o mercado cobrava cerca de R$ 17 mil. O prejuízo passou de R$ 2 milhões, e os equipamentos não serviam para pacientes graves.
- Promessas que nunca saíram do papel:
- Hospital do Sangue: anunciado pronto há anos, continua inacabado.
- Casa da Mulher Brasileira: R$ 17 milhões investidos, apenas 16% executada e hoje é mato e concreto abandonado.
- Estradas, pontes e infraestrutura no interior: a maioria ficou só no discurso, deixando municípios isolados.
- Crise na previdência: investigações apontam perdas de cerca de R$ 50 milhões na Amazonprev, com aplicações arriscadas sob sua gestão.
INVESTIGAÇÕES: RÉU E ALVO DE OPERAÇÕES DA JUSTIÇA
Wilson Lima não carrega só o peso da incompetência responde na Justiça por atos graves:
- Operação Sangria / STJ: Tornou-se réu por peculato, fraude à licitação e organização criminosa no caso dos respiradores superfaturados; a Procuradoria-Geral da República aponta interferência direta do ex-governador na compra irregular .
- Tribunal de Contas: Multas e recomendações de punição por irregularidades em contratos da saúde e falta de transparência .
- Operações da PF e MPF: Investigações sobre desvio de recursos, corrupção e gestão danosa em áreas estratégicas; com a renúncia, perdeu o foro privilegiado e pode responder diretamente na Justiça comum.
- Falta de palavra: Prometeu publicamente em março de 2026 que ficaria até o fim do mandato — dois meses depois, renunciou de surpresa para tentar a vaga no Senado, revelando que o interesse pessoal falou mais alto que o compromisso com o estado.
POR QUE ELE NÃO PODE SER SENADOR: O MESMO FRACASSO, AGORA EM BRASÍLIA
Se não conseguiu governar o Amazonas, como poderá representá-lo no Senado?
- Incompetência comprovada: Seus números mostram incapacidade de planejar, executar e fiscalizar — no Legislativo federal, onde se definem verbas e políticas para a Amazônia, esse perfil é um risco mortal.
- Candidatura por blindagem?: Analistas políticos alertam que a corrida ao Senado pode ser uma estratégia para recuperar foro privilegiado e se proteger dos processos que correm contra si — não para defender o povo.
- Legado de abandono: O Amazonas precisa de quem traga projetos, recursos e resultados — não de quem deixou obras pelo chão e vidas perdidas por má gestão.
- Falta de credibilidade: Quem não cumpre a palavra dada ao estado dificilmente honrará compromissos com o eleitorado em Brasília.
A pergunta que fica: Será que o Amazonas merece enviar ao Senado quem não conseguiu nem terminar uma obra sequer e deixou um rastro de escândalo.
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