25 de julho de 2026
  • 14:25 Lucenildo Macedo parabeniza atletas de Alvarães e reforça apoio ao esporte do município
  • 13:42 Convenção reúne 49 prefeitos e lideranças de todo o Amazonas em grande evento de apoio a Omar Aziz e Eduardo Braga
  • 15:40 Movimento Amazonas Forte de Novo amplia força política e 47 prefeitos integram grupo que apoia pré-candidatura de Omar
  • 13:25 Elan Alencar oficializa candidatura a deputado estadual pelo Avante e reforça compromisso com os amazonenses
  • 19:10 Dupla é presa por tráfico; um dos suspeitos usava tornozeleira eletrônica

Manaus (AM) – Um investigador da Polícia Civil do Amazonas, investigado por suposto envolvimento em um esquema de roubo de ouro ilegal teve a prisão preventiva revogada pela Justiça Federal. A decisão foi assinada na segunda-feira (6) e substitui a medida por uma série de restrições que deverão ser cumpridas durante o andamento das investigações.

Ao analisar o pedido da defesa, o juiz federal Thadeu José Piragibe Afonso, da 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Amazonas, concluiu que o prazo para a conclusão do inquérito foi ultrapassado sem a apresentação de denúncia pelo Ministério Público Federal (MPF). O magistrado também observou que a demora na investigação não foi atribuída à defesa.

O policial havia sido preso em 9 de junho durante a Operação Piloto de Fuga, deflagrada pela Polícia Federal (PF). Conforme a investigação, ele é suspeito de integrar uma organização criminosa responsável por atuar no desvio e ocultação de ouro extraído ilegalmente. A corporação afirma que o investigador teria utilizado uma viatura oficial para auxiliar no transporte de uma carga de ouro durante a ação criminosa investigada.

Na decisão, o juiz destacou que o investigado apresentou documentos e informações utilizados pela defesa para sustentar sua versão dos fatos, entre eles registros de presença em uma academia e outros elementos considerados como álibis. Para o magistrado, manter a prisão por tempo indeterminado, sem o avanço da investigação, poderia representar uma antecipação da pena. “Se o Estado ainda não reuniu elementos suficientes para iniciar a ação penal, não se mostra razoável que o cidadão continue a suportar a medida mais gravosa de restrição de liberdade”, afirmou.

Mesmo autorizando a soltura, a Justiça determinou que o investigador permaneça afastado das atividades na Polícia Civil, entregue a arma funcional, o distintivo e os demais equipamentos de trabalho. Ele também está proibido de manter contato com outros investigados e testemunhas do caso, deverá comparecer mensalmente à Justiça para informar suas atividades e comunicar previamente qualquer mudança de endereço.

A Operação Piloto de Fuga é um desdobramento da Operação Auxílio Criminoso, que investiga a atuação de agentes públicos e de outros envolvidos em um esquema relacionado ao desvio de ouro ilegal no Amazonas. A investigação teve origem após a apreensão de 77 quilos de ouro, avaliados em aproximadamente R$ 50 milhões, em outubro de 2025. Segundo a Polícia Federal, o investigador foi identificado posteriormente como um dos suspeitos de participação no grupo investigado.

Redação do Jornal

RELATED ARTICLES
LEAVE A COMMENT