25 de julho de 2026
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Mundo- Pesquisadores da Rice University, da Texas A&M University e da University of Texas desenvolveram uma técnica inovadora para combater células cancerígenas sem recorrer à quimioterapia, radioterapia ou cirurgia.

Batizado de “britadeira molecular” (molecular jackhammer), o método utiliza moléculas conhecidas como aminocianinas, já empregadas em exames de imagem que são ativadas por um feixe de luz infravermelha.

Quando estimuladas, essas moléculas passam a vibrar em altíssima velocidade, rompendo fisicamente a membrana das células cancerígenas.

Como a nova técnica destrói as células do câncer?
O tratamento funciona de forma diferente das terapias convencionais.

Em vez de atacar quimicamente o tumor, as moléculas aderem à superfície das células cancerígenas. Ao receberem luz infravermelha, elas entram em uma vibração extremamente rápida — cerca de 40 trilhões de oscilações por segundo — capaz de romper a membrana celular.

Segundo os pesquisadores, esse mecanismo reduz a possibilidade de que o câncer desenvolva resistência ao tratamento, um problema comum em algumas terapias atuais.

Quais foram os resultados da pesquisa?
Nos experimentos realizados em laboratório, a técnica eliminou 99% das células cancerígenas expostas ao tratamento.

Em testes com camundongos diagnosticados com melanoma, aproximadamente 50% dos animais ficaram livres do tumor após a aplicação da tecnologia.

Os resultados foram publicados inicialmente em 2023, na revista científica Nature Chemistry. Em 2024, um novo estudo divulgado na Advanced Science ampliou os testes e avaliou a segurança das moléculas em células saudáveis.

A técnica já pode ser usada em pacientes?
Não.

Apesar dos resultados considerados promissores, a britadeira molecular ainda está em fase pré-clínica.

Até o momento, os estudos foram realizados apenas em culturas de células e em modelos animais. Antes que o tratamento possa ser oferecido a pacientes, será necessário passar por diversas etapas de testes clínicos em seres humanos para comprovar sua eficácia e segurança.

Especialistas ressaltam que muitos tratamentos que apresentam bons resultados em laboratório nem sempre alcançam o mesmo desempenho em pessoas.

Por que a descoberta chamou a atenção da comunidade científica?
Um dos principais diferenciais da técnica é que ela atua por meio de uma força mecânica, e não química.

Além disso, a luz infravermelha consegue penetrar mais profundamente nos tecidos do corpo, aumentando o potencial para atingir tumores localizados em regiões de difícil acesso.

Outro ponto observado pelos pesquisadores é que as moléculas não ativadas foram eliminadas rapidamente pelas células saudáveis durante os estudos iniciais, sem sinais de acúmulo tóxico.

Redação do Jornal

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