26 de julho de 2026
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Brasil – A juíza Marcella Caliani, da 2ª Vara Criminal de Limeira, determinou a soltura de João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins. A decisão atendeu a um pedido da própria Polícia Civil, que contou com o parecer favorável do Ministério Público de São Paulo (MPSP).

As investigações apontaram que ambos não tiveram participação direta na falha que causou a queda da jovem. João Antonio atuava na parte de baixo da ponte retirando os equipamentos dos participantes pós-salto, enquanto Gabriel operava na debreagem (frenagem da corda) e não tinha visão do momento em que a vítima foi lançada sem as amarras.

Quais organizadores do rope jump continuam presos pelo crime?
Quatro pessoas continuam presas e foram formalmente denunciadas pelo MPSP por homicídio com dolo eventual qualificado — quando se assume o risco de matar por motivo torpe e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Os réus que permanecem detidos são:

Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves: Instrutores que participaram diretamente do lançamento da jovem na ponte;

Evelyne dos Santos Gonçalves: Responsável pela empresa organizadora “Entre Cordas”, denunciada por omissão imprópria e por fraude processual.

O que apontou o Ministério Público sobre a conduta dos denunciados?


De acordo com a denúncia do Ministério Público, os instrutores ignoraram protocolos básicos de checagem ao permitir o salto de Maria Eduarda de uma altura de cerca de 40 metros na Ponte do Esqueleto. A jovem despencou em queda livre direta e morreu no local por politraumatismo.

Além da negligência técnica com a segurança, a organizadora Evelyne dos Santos Gonçalves foi acusada de fraude processual. A polícia identificou que ela tentou recolher e ocultar a câmera que estava acoplada ao corpo da vítima no momento do acidente, na tentativa de obstruir as investigações oficiais.

Redação do Jornal

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