15 de junho de 2026
  • 15:52 Eurico Tavares destaca atuação empresarial e trabalho parlamentar em Manaus e no interior
  • 12:56 TCE-AM multa prefeito de Humaitá e presidente da COHASB por falhas em convênio de saneamento
  • 15:34 Centenas de embarcações chegam a Borba para os tradicionais Festejos de Santo Antônio e movimentam a economia local
  • 20:31 POLÊMICA: VERBA DE R$ 100 MILHÕES DA EDUCAÇÃO É DESVIADA DE SUA FINALIDADE PARA COBRIR DÍVIDAS DO ESTADO
  • 15:06 BOMBA! DINHEIRO PÚBLICO SOB LUPA: LICITAÇÕES E GESTÃO DE CARAUARI SÃO ALVO DE INVESTIGAÇÕES NO TCE-AM

Apesar da gravidade, quadro de saúde é considerado “esperado” e ‘natural”, afirma cirurgião que coordenou a operação, Zacharias Calil

As gêmeas siamesas Valentina e Heloá Prado, de 3 anos, estão internadas em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após cirurgia para separação dos corpos. Apesar da gravidade do quadro, o estado de saúde das crianças “é natural e esperado”, afirma o Zacharias Calil, cirurgião pediátrico que coordenou a equipe de mais de 60 profissionais responsáveis pela operação realizada na quarta-feira, 11, no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia. As irmãs são naturais de Guararema, interior de São Paulo, mas há dois anos estão em tratamento em Goiânia.    

Segundo o boletim médico divulgado às 19h desta quinta-feira, 12, Valentina e Heloá estão sedadas, respirando por aparelhos, mas “em processo de recuperação”. Elas recebem medicação para “sedação,  alívio de dor e para manter a pressão arterial”, além de “antibiótico”. As irmãs eram unidas por parte do tórax, abdômen, bacia, fígado, intestinos delgado e grosso e genitálias. Por isso, elas sofreram severas intervenções nesses órgãos para realizar a separação. O impacto sobre o corpo já era esperado. 

“Foi uma cirurgia de grande porte, envolvendo várias especialidades. Uma intervenção de tal tamanho se torna uma verdadeira catástrofe em todo o organismo delas”, explica o médico. Apesar do grande impacto, Calil está confiante na recuperação das irmãs. Um dos motivos foi a regularidade dos pulmões e corações das crianças durante a cirurgia de 15 horas. Os órgãos seguem em bom funcionamento, passadas quase 24 horas do procedimento. 

O médico também destacou a  qualidade do corpo clínico e estrutura hospitalar como fundamentais para o processo de recuperação. “O monitoramento é feito por profissionais de alto nível técnico e aparelhos em quantidade e eficácia que poucas instituições têm no Brasil”, afirma. 

As cirurgias não devem parar por aqui. Em aproximadamente três semanas, Valentina e Heloá passarão por uma nova intervenção, para fechar área aberta no abdômen de ambas. Para isso, os médicos irão usar tecido da parte interna das coxas e implantar em suas barrigas. Em março do ano passado, elas passaram por cirurgia para colocar expansores de pele, mas o ganho de tecido não foi sucifiente para cobrir as áreas abertas, já que a siamesas compartilhavam o abdômen.

Redação do Jornal

RELATED ARTICLES
LEAVE A COMMENT