
Manaus/AM – O advogado e morador da Ponta Negra, José Higino Sousa Netto, voltou a atacar um evento de cunho evangélico que será realizado na orla: a 2ª edição do “Amanhecer – Um Novo Começo, o Mesmo Propósito”, marcada para as 4h da madrugada do dia 26 de julho, na Praia da Ponta Negra. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele pede à Prefeitura de Manaus que não autorize a realização e ameaça recorrer à Justiça para barrar o culto, alegando “perturbação do sossego”.
O que chama a atenção e levanta uma forte suspeita de preconceito e má-fé é a seletividade de suas reclamações: por que ele se levanta com tanta força apenas contra um evento voltado para a adoração a Deus, enquanto permanece em silêncio diante de inúmeras outras festas, shows e agitações na mesma orla que também se estendem madrugada adentro e, muitas vezes, com muito mais barulho e aglomeração?
Para muitos, essa postura não é apenas uma questão de incomodo com horário ou barulho, mas uma clara perseguição à fé. Se o problema fosse realmente o horário ou o sossego, a reclamação seria igual para todos. Mas ao mirar só o evento evangélico, esse advogado dá a entender que é, na prática, inimigo de Deus e da liberdade de culto.
A pergunta que não quer calar: por que tanta raiva de um encontro que busca paz, oração e renovação, e tanto silêncio para eventos de outra natureza? A população questiona: será que a sua luta é contra o barulho, ou contra quem crê?
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