25 de julho de 2026
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AMAZONAS – Eleito presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) nesta quarta-feira (15), o deputado estadual Adjuto Afonso (União Brasil) utilizou seu primeiro discurso no cargo para defender a independência do Poder Legislativo e afirmar que a Casa não atuará subordinada ao Governo do Amazonas, como tentaram insinuar os deputados da oposição.

Ao agradecer os votos recebidos, inclusive dos parlamentares que se posicionaram contra sua candidatura, Adjuto destacou que a divergência faz parte do processo democrático e fez uma declaração direcionada ao plenário.

“Esta Casa, deputado Rozenha, certamente, não será um puxadinho. Tenha certeza disso“, afirmou.

Por que houve uma nova eleição para a presidência da Aleam?

A eleição suplementar foi realizada após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou a sucessão automática da presidência da Assembleia.

Com a renúncia de Roberto Cidade para assumir o Governo do Amazonas, Adjuto Afonso ocupava a presidência de forma interina por ser o primeiro vice-presidente da Casa. Após a decisão judicial, os deputados realizaram nova votação em plenário, que confirmou sua eleição.

Adjuto Afonso foi o único candidato à presidência da Aleam.

A votação ocorreu de forma nominal, com os 24 deputados sendo chamados individualmente para declarar voto favorável ou contrário à candidatura.

Votaram contra apenas cinco parlamentares:

Rozenha;
Wilker Barreto;
Thiago Abrahim;
Alessandra Campelo;
Mayra Dias.

Os cinco integram o grupo político ligado ao senador Omar Aziz (PSD).

Qual será a prioridade da nova gestão?
Durante o discurso, Adjuto afirmou que, embora cada deputado pertença a um grupo político, o compromisso da presidência será com a população do Amazonas.

Segundo ele, a Assembleia continuará votando matérias importantes para a governabilidade quando estas beneficiarem a sociedade, mas sem abrir mão da autonomia do Legislativo.

“Nós representamos parte da sociedade do nosso Estado e a intenção nossa é representar bem esse povo.“

O parlamentar também afirmou que não considera sua gestão um “mandato tampão”, mas a continuidade do mandato iniciado na atual legislatura, agora legitimado pela votação dos deputados.

Como Adjuto pretende conduzir a Aleam durante o período eleitoral?
Adjuto reconheceu que o cenário político já começa a refletir as eleições de 2026, mas afirmou que isso não interferirá na condução dos trabalhos da Assembleia.

“Todos nós pertencemos a algum grupo político (…), mas isso não vai fazer com que a gente aqui tenha um lado. O nosso lado aqui é o povo do Estado.”

Ele acrescentou que projetos de interesse do Governo do Estado continuarão sendo apreciados quando contribuírem para melhorar a vida da população amazonense.

Redação do Jornal

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