MPT INVESTIGA DENÚNCIAS DE ASSÉDIO SEXUAL E SUPOSTA OMISSÃO NA AXES TELECOMUNICAÇÕES
Redação do Jornal 30 de junho de 2026 0 COMMENTS
Manaus – Documentos sigilosos obtidos com exclusividade pela reportagem revelam que o Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou procedimento para investigar denúncias de assédio sexual, perseguição interna e suposta omissão institucional envolvendo a Axes Telecomunicações Ltda., empresa com forte atuação no Amazonas e relações comerciais com o poder público.
Entre os documentos está uma Notificação Requisitória expedida pela Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região, na qual o MPT determina que a empresa apresente, no prazo de 15 dias, uma série de documentos e esclarecimentos sobre as denúncias.
A requisição inclui informações sobre o recebimento da denúncia da trabalhadora, cópia integral da sindicância interna, depoimentos, medidas adotadas pela empresa, eventual punição ao investigado, organograma da companhia, relação de funcionários presentes nos fatos, políticas internas de combate ao assédio, treinamentos realizados, registros de outras denúncias de assédio entre 2024 e 2026 e documentos que demonstrem quais providências foram adotadas para proteger a vítima e evitar retaliações.
Os documentos reforçam que a investigação do Ministério Público do Trabalho vai além da apuração de um episódio isolado e busca verificar se a empresa cumpriu suas obrigações legais na prevenção, apuração e combate ao assédio no ambiente de trabalho.
A investigação teve origem após denúncias apresentadas por uma ex-funcionária do setor de Recursos Humanos, que acusa um diretor da empresa de praticar assédio sexual durante uma confraternização corporativa realizada em dezembro de 2025. Segundo os documentos analisados pela reportagem, após formalizar a denúncia, a trabalhadora também relata ter sofrido perseguição, isolamento profissional e abalo psicológico.
Além da investigação conduzida pelo Ministério Público do Trabalho, o caso também foi comunicado à Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), que apura os fatos na esfera criminal.
A reportagem procurou a Axes Telecomunicações e os citados na investigação para que apresentassem esclarecimentos. O espaço permanece aberto para manifestação e esta matéria será atualizada caso haja posicionamento oficial.
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