1 de agosto de 2026
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Manaus – O prefeito do município de Rio Preto da Eva, Anderson José de Souza (União Brasil), foi conduzido até a sede da Polícia Federal na manhã desta quinta – feira (28), para prestar esclarecimento a respeito das armas e munições encontradas na sua casa localizada no condominio Ponta Negra II, na zona Oeste de Manaus. Além das apreensões de três armas de fogo, munições e documentos, os agentes também encontraram artigos de luxo, incluindo relógios caros e carros de luxo.

O alvo da investigação teve sua casa revistada, resultando na apreensão de uma série de itens que geraram grande repercussão. Até o momento a superitendência da Polícia Federal do Amazonas ainda não informou se vai haver coletiva de imprensa para revelar mais detalhes da Operação Emergência 192. Além do prefeito, o cunhado e um vigilante foram presos por porte ilegal de arma de fogo.

Operação 

A operação, que tem como objetivo combater crimes de desvio de recursos públicos e fraude à licitação, levou os agentes da Polícia Federal a vasculharem a residência do prefeito Anderson Sousa em busca de evidências relacionadas aos contratos firmados pela Prefeitura de Rio Preto da Eva em 2020 para a compra de medicamentos hospitalares e uma ambulância.

No decorrer da investigação, que se iniciou a partir de denúncias sobre a eficácia dos medicamentos adquiridos sem licitação, surgiram suspeitas sobre a idoneidade da empresa contratada, cuja atividade principal não tinha qualquer relação com o setor hospitalar, mas sim com o comércio varejista de materiais de construção.

O que mais chocou os investigadores foi a descoberta de indícios de conluio entre as empresas concorrentes nas licitações, manifestado por propostas com similaridades textuais e erros ortográficos idênticos, sugerindo um acordo prévio para manipular o resultado dos processos licitatórios.

Outro fator que chamou a atenção foi a rede de relacionamentos pessoais e de confiança entre os sócios das empresas investigadas, incluindo relações afetivas e procurações outorgadas. Essas conexões indicaram uma possível falta de competitividade e isenção nos processos licitatórios, uma vez que alguns desses sócios haviam ocupado cargos de assessoria comissionada na Prefeitura de Rio Preto da Eva e tinham vínculos políticos e pessoais com outros investigados.

A análise das transações financeiras revelou saques fracionados e transferências suspeitas nas contas bancárias das empresas envolvidas, logo após os pagamentos feitos pela Prefeitura.

No entanto, a surpresa maior veio quando a PF realizou buscas na casa do prefeito Anderson Sousa. Além das apreensões de três armas de fogo, munições e documentos, os agentes também encontraram artigos de luxo, incluindo relógios caros e carros de luxo.

Informações preliminares indicam que o vigilante do sítio de Anderson Sousa em Rio Preto foi preso, e a arma encontrada na casa do prefeito gerou especulações de que a PF estava próxima de deter o próprio prefeito e seu cunhado.

A Operação “Emergência 192” continua em andamento, e a sociedade aguarda ansiosamente por mais desenvolvimentos sobre as investigações e as possíveis ramificações desse escândalo que abalou a cidade de Rio Preto da Eva.

Redação do Jornal

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