31 de julho de 2026
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Justiça de São Paulo condenou Paulo Cupertino Matias, o empresário acusado de matar a tiros Rafael Miguel e os pais do ator em 9 de junho de 2019, a dois anos de prisão em regime aberto por uso de documento falso. A sentença foi dada nesta segunda-feira (31) pelo juiz Rodrigo Cesar Muller Valente, da 2ª Vara Criminal, no Fórum da Barra Funda, Zona Oeste da capital.

De acordo com o Ministério Público (MP), Cupertino adulterou uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH), usando a foto dele ilegalmente junto com o nome e dados pessoais de um outro motorista no documento falso.

Segundo a acusação, o objetivo de Cupertino era o de despistar a Polícia Civil, já que o empresário era procurado da Justiça pelo assassinato de Rafael e de João Alcisio Miguel, de 52, e Miriam Selma Miguel, 50, pais do ator. Rafael tinha 22 anos e foi morto, segundo a Promotoria, por que Cupertino não aceitava o namoro de sua filha, Isabela Tibcherani, com o rapaz. Ela tinha 18 anos à época.

Cupertino chegou a dizer aos jornalistas que acompanharam sua prisão que é “inocente” e não matou “ninguém”. Apesar disso, ficou em silêncio quando foi interrogado na delegacia e não falou nada sobre o assassinato e sua fuga.

No julgamento de segunda (31), quando foi interrogado, Cupertino admitiu ter falsificado o documento para se esconder. Como o uso de documento falso não é um crime contra a vida, o próprio magistrado julgou o caso e decidiu condenar o réu. Ele recebeu uma pena de dois anos de reclusão em regime inicial aberto e pagamento de multa de 10 dias.

Apesar disso, Cupertino não está solto. O empresário continua detido, em razão de um mandado de prisão preventiva contra ele por causa dos assassinatos de Rafael e sua família. É réu ainda nesse outro processo de homicídio, no qual é acusado de triplo homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.

Redação do Jornal

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