29 de julho de 2026
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Sudão – O Ministério de Desenvolvimento Social do Sudão registrou 88 casos de violência sexual relacionados com o conflito entre o Exército regular e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (FAR), a quem responsabiliza por essas agressões desde o início dos confrontos em meados de abril até agora.

Em comunicado publicado no domingo (2), a Unidade de Combate à Violência contra a Mulher e a Criança, dependente do citado Ministério, discriminou as diferentes zonas em que foram registrados casos de violência sexual contra mulheres: na capital, Cartum, (42); em Niyala (25) e em Al Geneina (21).

Esses números elevam os casos registrados pelo Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que em 9 de junho confirmou agressões sexuais contra pelo menos 37 mulheres desde o início do conflito no Sudão.

“Todos os sobreviventes em Niyala e Al Geneina (declararam) que todas as violações foram cometidas pelas Forças de Apoio Rápido”, destacou a nota.

A Unidade lamentou o aumento dos desaparecimentos forçados de mulheres e jovens, bem como “o crescimento dos casos de violência sexual relacionados ao conflito de uma média que não condiz com as denúncias registradas” perante a entidade.

Nesse sentido, este órgão afirmou que a denúncia de casos de violência sexual “ajuda a aliviar os efeitos do choque psicológico e contribui para enfrentar as consequências do estupro para a saúde”.

A entidade pediu às FAR que cessem as violações e se comprometam a preservar “o direito dos cidadãos à vida e à dignidade humana” e “não os expor a riscos ou violações durante este conflito”.

No comunicado, ele também incentivou as agências da ONU, bem como as instituições internacionais, a “denunciar os crimes de guerra perpetrados pelas FAR” e a “garantir a responsabilidade de todos os envolvidos”.
Até agora, ambos os lados do conflito não mostraram sua intenção de concordar com outro cessar-fogo.

A ONU advertiu em inúmeras ocasiões para a “catástrofe” humanitária que o Sudão vive devido ao conflito, que já deixou mais de 1.170 civis mortos e 11.704 feridos.

Redação do Jornal

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