15 de junho de 2026
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São Paulo/SP – A defesa do flamenguista Leonardo Felipe Xavier Santiago, preso preventivamente pela morte da palmeirense Gabriela Anelli Marchiano, de 23 anos, afirmou que a Polícia Civil não tem provas concretas da autoria do crime e que pretende entrar com um pedido de habeas corpus.

De acordo com o advogado Renan Bohus, Leonardo nega veementemente ter arremessado a garrafa de vidro que acertou a vítima durante a briga entre as torcidas do Flamengo e do Palmeiras, nos arredores do estádio Allianz Parque, no último sábado (8). O investigado admitiu, porém, ter lançado pedras de gelo.

A Polícia Civil tem como prova o depoimento de dois torcedores palmeirenses que confirmaram que Leonardo foi o responsável por ter atirado a garrafa. Entretanto, até o momento, a investigação não conseguiu nenhuma imagem de celular ou de câmera de monitoramento com o flagrante.

Bohus ressalta que torcedores de ambos os clubes estavam arremessando objetos e que dificilmente uma testemunha seria capaz de identificar o autor no meio da confusão. “É comum que o torcedor minta para prejudicar o rival”, diz.

A defesa de Leonardo também afirma que ainda não teve acesso ao inquérito policial. Quando obtiver o documento, o advogado pretende entrar com um pedido de habeas corpus.

Por outro lado, o delegado César Saad, do Drade (Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva), responsável pela investigação, afirma que o investigado confessou, informalmente, ter atirado garrafas em direção à torcida rival.

Após ser encaminhado à delegacia, Leonardo teria mudado a versão, segundo o delegado, e contado que lançou pedras de gelo durante a briga.

A jovem foi enterrada na tarde desta terça-feira (11), em um cemitério de Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo. O velório foi marcado pela presença de integrantes da Mancha Alvi Verde, que levaram bandeirões e prestaram homenagens a Gabriela.

Redação do Jornal

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