DENÚNCIA: Operação no porto de Japurá gera tensão e levanta questionamentos sobre impactos ambientais; veja os videos
Redação do Jornal 12 de maio de 2026 0 COMMENTS
AMAZONAS – A equipe do Jornal NP AM recebeu na tarde desta terça-feira (12), uma denúncia a respeito da operação que está sendo realizada pela Polícia Federal, IBAMA e ICMBio no porto do município de Japurá que, tem causado preocupação entre moradores, comerciantes e proprietários de embarcações que utilizam diariamente a área portuária da cidade.
Segundo relatos, dragas apreendidas durante a ação estão sendo incendiadas nas proximidades do porto, situação que, além de dificultar o tráfego de embarcações, também levanta questionamentos sobre possíveis impactos ambientais causados pela fumaça, resíduos e materiais lançados nas águas da região.
Vídeos mostram o estado das águas; veja
Moradores afirmam que o local estaria se transformando em um verdadeiro “cemitério de dragas”, gerando tensão entre trabalhadores do porto e pilotos de embarcações que enfrentam dificuldades para atracar no município.
A situação também reacende o debate sobre os procedimentos adotados durante operações de fiscalização ambiental e destruição de equipamentos utilizados em atividades ilegais. A população questiona quais medidas serão tomadas para evitar danos ao meio ambiente e quem será responsabilizado caso seja confirmada a contaminação das águas próximas ao porto. Já que os órgãos responsáveis por assegurarem a proteção do meio ambiente, são os mesmos que estão causando toda a poluição na área.
O ICMBio é o órgão federal responsável principalmente pela proteção, fiscalização e conservação das unidades de conservação ambiental no Brasil.
No município de Japurá, o ICMBio atua principalmente em áreas ligadas à preservação ambiental, fiscalização de crimes ambientais, proteção dos rios e da fauna, combate ao garimpo ilegal, pesca ilegal, desmatamento, e proteção de reservas federais próximas da região.
Entretanto, o órgão tem deixado muito a desejar, pois não é a primeira vez que o mesmo prejudica o meio ambiente em nome da apreensão de dragas.
O órgão esta sendo acusado de causar ou permitir impactos ambientais durante a operação, a situação pode gerar investigação, responsabilização administrativa, ações judiciais, pedidos de esclarecimento, e até cobrança do Ministério Público.
Outro ponto levantado por moradores é sobre a realização de uma possível limpeza da área após a operação. Até o momento, não houve divulgação oficial sobre ações de remoção de resíduos ou monitoramento ambiental no local.
Diante do cenário, parte da população defende que os equipamentos apreendidos poderiam ter sido removidos para uma área isolada e apropriada, longe da região portuária e das águas utilizadas pela população, evitando transtornos, riscos ambientais e impactos na mobilidade das embarcações.
A expectativa agora é por um posicionamento oficial dos órgãos envolvidos sobre os procedimentos adotados na operação, os impactos causados e quais providências serão tomadas para garantir a segurança ambiental e o funcionamento normal do porto de Japurá.
A operação realizada no porto de Japurá reacendeu um debate que já ocorreu em outros municípios do Amazonas durante ações de combate ao garimpo ilegal e destruição de dragas utilizadas na extração irregular de minério.
Em diferentes regiões do estado, operações conduzidas pela Polícia Federal, IBAMA, ICMBio e forças de segurança já realizaram a inutilização de equipamentos usados em crimes ambientais, principalmente em áreas de rios afetadas pelo garimpo ilegal.
O caso que mais viralizou no Amazonas envolvendo destruição de dragas e balsas foi a operação no Rio Madeira, principalmente entre os municípios de Humaitá e Manicoré.
A ação ganhou enorme repercussão nacional após vídeos mostrarem:
- dragas sendo incendiadas e explodidas;
- fumaça intensa no rio;
- confrontos e tensão na região;
- e dezenas de balsas destruídas durante operações da Polícia Federal e IBAMA.
Um dos episódios mais comentados ocorreu durante a chamada Operação Boiúna, quando centenas de dragas usadas no garimpo ilegal foram inutilizadas no Rio Madeira. Imagens das explosões e incêndios viralizaram nas redes sociais, gerando debates sobre:
- combate ao garimpo ilegal;
- impactos ambientais da destruição;
- poluição dos rios;
- riscos às comunidades ribeirinhas;
- e prejuízos à navegação.
Na época, moradores e garimpeiros chegaram a protestar contra a operação, alegando que a destruição das embarcações perto das comunidades causava fumaça tóxica, resíduos no rio, tensão social, e dificuldades para circulação de embarcações.
Também viralizaram imagens antigas da Operação Uiara, em 2021, quando dezenas de balsas de garimpo foram queimadas no Rio Madeira em uma ação conjunta da Polícia Federal, IBAMA e outros órgãos federais.
Esses casos passaram a ser usados como exemplo em debates sobre como combater crimes ambientais sem causar novos impactos às populações locais e aos rios amazônicos.
A população de Japurá aguarda agora esclarecimentos oficiais e medidas concretas dos órgãos responsáveis para garantir a segurança ambiental, a limpeza da área e a normalização das atividades no porto do município.
RELATED ARTICLES



