15 de junho de 2026
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MANAUS (AM) – Funcionários da empresa de táxi aéreo Manaus Aerotáxi Participações LTDA – investigada pela Polícia Federal por ter sócios suspeitos de envolvimento com o tráfico internacional de drogas – estão há dois meses sem receber salários.

Conforme denúncia enviada por uma colaboradora ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, que preferiu não se identificar por medo de represálias, a falta de pagamento é uma constante por parte da empresa, desde que o esquema criminoso foi revelado pela PF.

“É uma empresa que tem financeiro, comercial, portaria, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, mecânicos e ajudantes de mecânicos, todos estão sem receber. As UTIs aéreas, para transporte de pacientes do interior para a capital, são o que move a empresa”, detalhou. 

Investigação

A operação Catrapo II, da Polícia Federal, revelou em junho do ano passado que os sócios da empresa seriam “laranjas”, diretamente envolvidos em um esquema de tráfico internacional de drogas, que visava ocultar o verdadeiro dono da Manaus Aerotáxi: o narcotraficante Sérgio Roberto de Carvalho.

Apontado pelo Departamento de Narcóticos dos Estados Unidos (DEA) como um dos maiores narcotraficantes do mundo, Carvalho está preso na Bélgica desde 2022. Para a PF, não há dúvidas de que ele é o real proprietário da Manaus Aerotáxi, que seria utilizada para lavar dinheiro do tráfico.


Contrato SES-AM

Em setembro do ano passado, o riosdenoticias.com.br revelou que a Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), optou por renovar por mais doze meses o contrato de prestação de serviços de Unidade de Terapia Intensiva Aérea, com a Manaus Aerotáxi, mesmo após a operação da PF. 

Segundo o Diário Oficial do Estado, a gestão de Wilson Lima (União), decidiu realizar um termo aditivo ao contrato Nº 033/2023, avaliado em R$ 35.345.386,80 (mais de 35 milhões de reais), para prestação desse serviço. No entanto, agora os repasses não estariam sendo realizados.

“Depois que saiu a matéria dos narcotraficantes que eles estariam envolvidos a empresa decaiu. A gente chama a empresa, que alega que a SES ainda não realizou o repasse do dinheiro. Queremos receber o nosso salário, porque a empresa não se pronuncia oficialmente”, comentou a funcionária.

Serviços Paralisados

A empresa já possuía outros contratos anteriores para a prestação de serviços de UTI Aérea antes mesmo da atual gestão do Estado. Cinco termos aditivos já foram firmados. A funcionária ressaltou que a empresa está com suas aeronaves paradas no pátio, sem prestar o serviço.

“Está tudo parado. Ontem teve um voo de UTI, mas foi de emergência. Estou desesperada. Colegas estão sendo despejados porque não pagaram seu aluguel e tem contas atrasadas. Tem material da escola dos filhos para comprar. E não tem nem promessa de quando é que vão pagar”, disse ela.

A medida que prorrogou o contrato foi assinada pelo secretário executivo da pasta, Silvio Romano Benjamim Júnior, em 26 de agosto de 2024 e consta no Diário Oficial de 3 de setembro. A portaria prevê a prorrogação da vigência do contrato primitivo por mais doze meses, até o dia 22 de agosto de 2025.


Redação do Jornal

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