29 de julho de 2026
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Vitor Augusto, de 25 anos, morreu em São Paulo após ter atendimento negado em hospitais devido a falta de equipamentos para pacientes obesos

A mãe de Vitor Augusto Marcos de Oliveira, jovem de 25 anos que morreu no dia 5, em São Paulo, por ter atendimento negado em hospitais devido a falta de equipamentos para pacientes obesos, denunciou que foi colocado ‘lixo’ no caixão do filho para nivelar o corpo.

Em um vídeo compartilhado pela família nas redes sociais, pouco antes do sepultamento do rapaz, a mãe dele, Andreia Marcos da Silva, mostra o caixão do jovem e afirma que havia pó de serra, caixotes de madeira e folhas de jornal dentro da estrutura.

Nas imagens, ela questiona a situação. “Eu não tinha descoberto essa fraude. R$ 7,1 mil [dinheiro pago pelo funeral]. Brincaram de novo com o peso do meu filho. Mais uma vez, gordofobia. Isso é grave. Meu filho estava em cima do lixo”, lamentou Andreia, aos prantos. 
Veja o vídeo abaixo:

O jovem morreu dentro de uma ambulância em frente ao Hospital Geral de Taipas, na Zona Norte de SP. Na data, a família relatou que ele faleceu após tentar vaga em seis unidades de saúde e não conseguir atendimento devido a falta de maca para obesos.

A família chegou a fazer uma trasmissão ao vivo no dia, e no vídeo Andreia implorava, desesperada e chorando, que o filho fosse atendido. As imagens repercutiram nas redes sociais e causaram indignação.

Em nota enviada ao Terra, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que todas as circunstâncias relativas ao caso são investigadas por meio de inquérito policial instaurado pelo 74º Distrito Policial (Parada Taipas).

Segundo a SSP, a equipe da unidade aguarda o comparecimento da mãe da vítima, que foi chamada para prestar depoimento, bem como de representantes dos hospitais onde o jovem compareceu.

“Até o momento, a delegacia não recebeu formalmente as imagens referentes à urna funerária da vítima, no entanto, os vídeos já estão sob análise. Exames periciais foram solicitados, e estão em fase de elaboração, e serão analisados pela autoridade policial tão logo forem concluídos. As diligências estão em andamento para esclarecer os fatos”, acrescentou a Secretaria de Segurança Pública.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) também informou ao Terra que instaurou um inquérito civil contra as secretarias municipal e estadual da Saúde de SP para apurar as circunstâncias da morte de Vitor.

Funerária e Cooperaf

Sobre o caixão de Vitor, por meio de nota, a Funerária Trianon afirmou que foi contratada apenas para realizar o translado (transporte) do corpo de Vitor. O transporte consistia em levar o corpo do IML Central a clínica de tanatopraxia para realizar o embalsamamento e a ornamentação, posteriormente retirar o corpo da clinica e levar ao cemitério de Franco da Rocha.

“Esclarecemos que o embalsamamento e a ornamentação do corpo de Vitor é de inteira responsabilidade da Clinica de Tanatopraxia Cooperaf – Cooperativa de Trabalho dos Agentes Funerários de São Paulo. Informamos ainda, que nossa empresa tomou conhecimentos dos fatos após o corpo ter sido transferido para um outro caixão, sem a presença de qualquer um dos nossos coloboradores. Por fim, esclarecemos que a Funerária Trianon, fica à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários e aproveita a oportunidade para renovar o compromisso com nossos clientes e parceiros na prestação de nossos serviços”, afirmou. 

Terra tentou contato com a Cooperaf por meio do telefone e das redes sociais, mas não obteve nenhum retorno até a última atualização desta reportagem.

Redação do Jornal

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