30 de julho de 2026
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Na última sexta-feira (30), as autoridades brasileiras em conjunto com a Polícia Federal do Paraguai realizaram uma operação na fronteira com o objetivo de capturar o megatraficante de drogas Antônio Joaquim Mota, também conhecido como “Motinha” ou “Dom”. Mota contava com uma equipe de seguranças particulares paramilitares, composta por brasileiros e estrangeiros com treinamento internacional, incluindo experiência em conflitos armados. Durante a operação, seis desses seguranças foram detidos.

Segundo informações de uma fonte envolvida na investigação, dois dias antes da operação, houve um vazamento de informações que chegou até “Motinha”. O traficante estava em uma propriedade rural na região de fronteira entre Brasil e Paraguai. No dia anterior ao início da operação, um helicóptero pousou na parte paraguaia da fazenda, permitindo que o traficante conseguisse fugir do local. As autoridades brasileiras suspeitam que o vazamento sobre a operação tenha partido do lado paraguaio.

“Dom” é atualmente o líder do conhecido “clã Mota”, um grupo familiar que supostamente atua à margem da lei há mais de 70 anos, de acordo com a mesma fonte. Antônio Joaquim Mota representa a terceira geração dessa organização criminosa, que já esteve envolvida no contrabando de café, cigarros e produtos eletrônicos, e agora está ligada ao tráfico internacional de drogas. A Polícia Federal informou que o apelido “Dom” é uma referência ao personagem fictício Dom Corleone, chefe da família de mafiosos retratada no filme “O Poderoso Chefão”, dirigido por Coppola.

A operação deflagrada na sexta-feira contou com a colaboração das autoridades brasileiras e paraguaias, visando a prisão do traficante. Foram emitidos 11 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão pela Justiça Federal, abrangendo quatro estados: Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Dos 12 mandados, nove eram direcionados a cidadãos brasileiros, sendo que seis deles foram cumpridos contra o grupo paramilitar que prestava serviços de segurança pessoal ao traficante. No entanto, “Dom” e outros cinco membros da força paramilitar conseguiram escapar. Antônio Joaquim Mota, o megatraficante brasileiro, está incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol, e agora os demais fugitivos também serão adicionados a essa lista de procurados internacionalmente.

Durante a operação policial, denominada “Magnus Dominus” (que significa “o todo poderoso” em latim), a Polícia Federal apreendeu um verdadeiro arsenal, incluindo cerca de 14 armas, como pistolas, revólveres e fuzis, além de 40 caixas de munição, seis granadas e um colete à prova de balas.

Redação do Jornal

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