28 de julho de 2026
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Mundo – O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de La Espriella, anunciou que seu governo romperá as relações diplomáticas com Cuba e Nicarágua assim que assumir o cargo, em 7 de agosto.

Ao justificar a decisão, o político afirmou que sua administração não manterá vínculos com governos que classifica como “tiranias”.

“No meu governo não haverá vínculo algum com tiranias”, declarou o presidente eleito.

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Quais embaixadas serão fechadas
Além do rompimento com Cuba e Nicarágua, Espriella anunciou o fechamento de 14 embaixadas colombianas.

Os países afetados são:

Argélia;
Azerbaijão;
Barbados;
Cuba;
República Tcheca;
Etiópia;
Gana;
Haiti;
Hungria;
Malásia;
Nicarágua;
Romênia;
Senegal;
África do Sul.
Segundo o presidente eleito, também serão encerradas cerca de 15 unidades consulares como parte da reestruturação do serviço diplomático.

O rompimento vale para todos os países que perderão embaixadas
Espriella explicou que apenas Cuba e Nicarágua terão as relações diplomáticas rompidas. Nos demais casos, o fechamento das embaixadas não significa interrupção dos laços entre os países. Os serviços consulares aos cidadãos colombianos continuarão sendo prestados por representações diplomáticas localizadas em outras nações da mesma região.

Quais outras mudanças foram anunciadas para a política externa?
O presidente eleito informou que pretende unificar algumas missões diplomáticas consideradas duplicadas.

Entre os exemplos citados estão:

a unificação das embaixadas da Colômbia na França e junto à UNESCO, em Paris;
a fusão das representações na Itália e junto à Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma.
A proposta é que um único embaixador represente o país em ambas as funções.

Como ficará a relação da Colômbia com Israel?
Outra medida anunciada por Espriella é o restabelecimento da Embaixada da Colômbia em Jerusalém, retomando as relações diplomáticas com Israel após o rompimento promovido pelo governo de Gustavo Petro.

A decisão representa uma mudança na política externa colombiana.

No cenário internacional, Jerusalém possui status disputado entre israelenses e palestinos. Por esse motivo, a Organização das Nações Unidas (ONU) orienta que as embaixadas estrangeiras em Israel permaneçam instaladas em Tel Aviv. A abertura de uma embaixada em Jerusalém costuma ser interpretada como um alinhamento diplomático ao governo israelense.

O que o novo governo pretende fazer nos primeiros 100 dias?
Espriella informou que realizará uma auditoria técnica em toda a estrutura diplomática colombiana.

Segundo ele, o objetivo será avaliar a viabilidade das missões no exterior e direcionar os recursos economizados para áreas consideradas prioritárias, como:

segurança pública;
saúde;
educação;
infraestrutura.

Redação do Jornal

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