15 de junho de 2026
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Manaus/AM – Karina Silva, irmã da transexual Verônica Martineli, morta no dia 25 de fevereiro de 2022, em São Paulo, disse que o namorado da vítima, Kevin Barkley Muniz dos Santos, 23, apontado como autor da morte da irmã, e preso nesta quarta-feira (14), era muito violento e, sua irmã, inclusive possuía boletim de ocorrência contra ele.

Familiares da vítima aguardavam a chegada de Kevin na Delegacia de Homicídios e Sequestro (DEHS), quando Karina conversou com a imprensa. A jovem relatou que morou com o casal em Curitiba, e ele aparentava ser uma pessoa boa.

“Um dia ele esperou eu sair para fazer algumas compras, quando eu voltei [o meu irmão] já estava com a polícia dentro de casa, ele bateu [no meu irmão] com skate. Eu vim embora para Manaus porque tinha um pressentimento ruim com relação a ele”, disse a jovem.


De acordo com o Delegado Ricardo Cunha, o suspeito usou várias desculpas para justificar o crime.

“Ele alega uma série de questões para sustentar a violência contra Verônica, disse que, por ser sustentado por ela, era humilhado constantemente, que tentou sair da relação. Teve um dia que já estava em outro relacionamento, Verônica soube e bateu nele”, relatou o delegado.
Ainda segundo o delegado, após o crime, Kevin voltou para Manaus e já estava inclusive trabalhando, ele foi preso saindo do seu local de trabalho no bairro de Flores.

Na saída da Delegacia, familiares da vítima pediam por justiça e a mãe da vítima precisou ser amparada por parentes.

Kevin e a vítima são de Manaus, mas o crime ocorreu no interior do Estado de São Paulo, no município de Santana de Parnaíba, onde o caso deve ser investigado.

O suspeito não aceitava o fim do relacionamento com Verônica e, após um desentendimento, ele a matou com golpes de faca pelo corpo.

Kevin Barkley Muniz dos Santos, ficará à disposição da Justiça.

Redação do Jornal

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